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Paysandu incorpora fair play financeiro ao projeto de gestão

Presidente Marcio Tuma afirmou que o clube já se adequa ao sistema da CBF e aposta em gestão responsável para evitar riscos futuros.

A temporada de 2026 marca um novo momento para o Paysandu não apenas dentro de campo, mas também na forma de administrar o clube. Em meio à disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, o Papão inicia o processo de adaptação ao Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) da CBF, conhecido como fair play financeiro, e a diretoria avalia o tema como parte central do atual projeto de gestão.

Mesmo com a Série C tendo caráter preparatório em 2026, sem punições imediatas, o Paysandu entende que o período deve ser utilizado para ajustes estruturais. O presidente Marcio Tuma afirmou que o clube já vem adotando medidas alinhadas às exigências do sistema.

“Eu fui o representante do Paysandu no fair play financeiro da CBF em 2025. Tudo que a gente está promovendo aqui de gestão administrativa, de racionalização dos custos, dos gastos, de equilíbrio da folha com as receitas, isso diz respeito ao fair play”, destacou o dirigente.

Segundo Tuma, a adequação não é uma reação tardia ao regulamento, mas uma diretriz da atual administração. Ele reforça que o clube trabalha para estar preparado antes mesmo do início das cobranças formais. “O Paysandu já está se adequando. A gente entende que quem se adequar primeiro vai sair na frente”, afirmou.

As primeiras verificações oficiais de solvência da Série C estão previstas apenas para março de 2027, com a entrega das demonstrações financeiras do ano-base 2026 até abril do mesmo ano. Ainda assim, a diretoria avalia que agir com responsabilidade desde agora é fundamental, especialmente pensando em um eventual retorno à Série B.

“Quando as medidas começarem a ser plenamente válidas e punitivas, o Paysandu já vai estar adequado, pelo menos no que depender de mim e da nossa gestão”, garantiu o presidente.

Para o clube, o fair play financeiro representa a chance de consolidar uma gestão mais organizada, transparente e sustentável, fortalecendo o Paysandu institucionalmente e criando bases mais sólidas para o futuro.

Nesse contexto, o fair play financeiro pode significar mais do que apenas uma obrigação regulatória: pode ser uma oportunidade estruturante para o Paysandu consolidar uma gestão mais organizada, transparente e sustentável. No entanto, a regulação pode trazer consequências danosas ao clube caso ele não se adeque ao novo modelo que passará a vigorar em 2026.

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