A espalhafatosa reação da imprensa argentina depois da histórica goleada em Buenos Aires
Todo clássico entre Argentina e Brasil provoca ansiedade, mas dessa vez o tom subiu como nunca

É natural que um Brasil e Argentina produzisse, antes e depois da partida, ansiedade associada a medo pelo resultado. É clássico que não deixe pedra sobre pedra, para o aqui e agora, e o futuro. Salvo empates em amistosos, um ou outro duelo sem graça, quase sempre o placar final faz mover montanhas. Não poderia ser diferente, é claro, depois do 4 a 1 da terça-feira em Buenos Aires.
A larga derrota brasileira deu o que falar, especialmente na imprensa esportiva do país vizinho. O tom brincalhão, tangenciando o ufanismo, é válido, faz parte da história. O que não vale, e que mais uma vez se repetiu, foram os estúpidos gestos racistas de um torcedor albiceleste nas arquibancadas do estádio portenho.
Foi, enfim, um divertido carnaval de manchetes, e até mesmo publicações mais sérias entraram na dança.
- Olé: “Um baile histórico”
- El Gráfico: “Argentina mostrou todo o seu repertório e humilhou o Brasil”
- Clarín: “Argentina em uma noite memorável humilhou o Brasil e está na Copa do Mundo de 2026”
- La Nación: “Vencer o Brasil é bom, mas ensinar como se joga futebol de verdade, com dribles de altíssimo nível técnico, estético e emocional, entra em outra dimensão”
- La Nación, ainda mais incisivo: “O perfume da felicidade. Quando dançar contra o Brasil parece fácil”
- TyC Sports: “Goleada dentro e fora de campo: a Seleção Argentina respondeu a Raphinha”
- Página 12: “Argentina é Mundial: atropelou um Brasil irreconhecível”
Do outro lado do Oceano, a imprensa espanhola inundou o mar de manchetes ainda mais ruidosas, sem pena do fracasso canarinho.
- Marca: “Porrada monumental”
- Mundo Deportivo: “Argentina falou com a bola e deu uma porrada no Brasil”
Tudo somado, não há dúvida: o tranco foi forte, demasiado, e Dorival Jr. agora balança a caminho de cair, enquanto os rivais riem.