Após casos de síndrome gripal em alunos e professores, E.E. Mãe Angélica suspende aulas

A Escola Estadual Mãe Angélica, localizada no bairro Novo Buritizal, em Macapá, suspendeu as aulas presenciais desde a última segunda-feira, 29, por conta de casos de gripe entre alunos e servidores. A medida faz parte das recomendações do Governo do Amapá para prevenção ao surto de síndromes respiratórias o estado enfrenta.
A escola Mãe Angélica conta com 56 profissionais e 216 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Na última semana, 95 crianças e 11 servidores apresentaram sintomas de gripe. Alunos, professores e demais funcionários que adoecerem devem permanecer em casa por até 7 dias após início dos sintomas, ou até 24 horas após cessar a febre, para diminuir o risco de transmissão.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde (SVS), Margarete Gomes, os protocolos de prevenção passam pela aprovação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp).
O comitê formado por 17 órgãos e secretarias foi instituído em 13 de maio, quando foi decretada situação de emergência em saúde pública, para coordenar as ações de enfrentamento às síndromes respiratórias no estado.
“Assim que recebemos a informação dos casos de gripes na escola, recomendamos a suspensão das aulas. Em caso de sintomas gripais é importante se resguardar para conter a propagação”, disse a superintendente da SVS, Margarete Gomes.
A secretária adjunta de Educação, Francisca Oliveira, informou que a escola não aderiu à greve da Educação e manteve as aulas. Mas com os casos de gripes, a recomendação foi suspender, por ao menos, uma semana.
Várias medidas estão sendo adotadas nas instituições de ensino para reforçar a prevenção, entre elas, a distribuição de kits de biossegurança para os alunos, com álcool em gel 70%, três máscaras de pano e uma garrafa de uso individual.
“Tão logo foi decretada a situação de emergência, a Secretaria de Educação [Seed] orientou todos os gestores quanto a conscientização dos alunos com a higienização das mãos, distanciamento e proteção, assim como a importância da vacina”, pontuou Francisca.
A gestora acrescentou que, durante a semana, o prédio da escola também deve passar por higienização e lavagem das salas de aula para evitar que o vírus se propague.