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Petrobras investirá R$ 2,8 milhões na Bacia do Marajó e US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial

Projeto coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil busca atualizar conhecimento geológico e identificar potencial energético e mineral na região amazônica

A Petrobras vai investir R$ 2,8 milhões em um projeto científico voltado à ampliação do conhecimento sobre a Bacia do Marajó, no Pará.

A iniciativa, com duração prevista de 18 meses, será executada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), com foco na compreensão da evolução geológica, dos sistemas sedimentares e do potencial de recursos naturais da região.

A estatal revelou que pretende investir em toda a Margem Equatorial (localizada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte) US$ 2,5 bilhões até 2030. 

Coordenado pela Diretoria de Geologia e Recursos Minerais do SGB, o estudo integra no Marajó um megaprojeto nacional de revisão das bacias sedimentares brasileiras e deve resultar em uma nova carta estratigráfica, além de mapas e bases de dados inéditas.

Petrobras diz que projeto é científico e sem fins comerciais

Em resposta ao Grupo Liberal, a Petrobras afirmou que a iniciativa integra a retomada de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em bacias sedimentares brasileiras e não possui caráter exploratório com objetivos comerciais.

“Não se trata de um projeto exploratório com objetivos comerciais, mas sim de um trabalho científico de atualização e normalização abrangente da Geologia das bacias sedimentares em território nacional”, destacou a estatal em nota.

Segundo a empresa, o foco é revisar e atualizar as chamadas cartas estratigráficas – que organizam formalmente a nomenclatura das unidades geológicas e sua posição no tempo – reunindo informações sobre a história das bacias sedimentares do país.

“O objetivo é reunir informações atualizadas […] facilitando pesquisas geológicas de diferentes naturezas e servindo de base didática para estudantes e pesquisadores”, informou.

A Petrobras ressaltou ainda que esse tipo de iniciativa já foi conduzido anteriormente, com resultados publicados em 1994 e 2007 no Boletim de Geociências da companhia.

A nova etapa abrange 37 bacias sedimentares, tanto em terra quanto no mar, envolvendo equipes internas e parcerias com instituições científicas. Em 15 dessas áreas, há cooperação com universidades e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), com projetos selecionados por chamada pública.

Sobre a Margem Equatorial, a estatal confirmou a retomada da perfuração do poço Morpho, destacando que a operação ocorreu após cumprimento das exigências regulatórias.

“A sonda e o poço permanecem em total condição de segurança e ficam localizados a mais de 500 km de distância da foz do rio Amazonas”, afirmou.

A empresa reiterou que o Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões em toda a região.

Projeto integra revisão nacional inédita

O projeto na Bacia do Marajó faz parte de uma iniciativa mais ampla da Petrobras que prevê a revisão das cartas estratigráficas das 37 bacias sedimentares do Brasil até 2027.

A ação deve culminar na publicação de um novo boletim geocientífico entre 2027 e 2028, considerado a maior atualização do conhecimento geológico do país desde 2007. 

A estratigrafia é o ramo da geologia que estuda a sucessão, disposição e idade das camadas de rochas (estratos) e sedimentos.

Lacunas científicas

O principal objetivo do projeto é elaborar uma nova carta estratigráfica da Bacia do Marajó, integrando dados de superfície e subsuperfície, além de informações inéditas coletadas em campo.

Segundo Silveira, “o objetivo geral é a integração de dados geológicos e geofísicos de superfície e subsuperfície, a partir da integração de dados da literatura e da aquisição de novos dados em atividades de campo”.

Ele explica que o estudo permitirá compreender a origem e evolução da bacia, com resultados publicados em diferentes produtos técnicos.

A pesquisa também pretende preencher lacunas históricas, como a ausência de datações geocronológicas, a revisão de unidades litoestratigráficas e a correlação entre dados de superfície e subsuperfície. Entre os produtos previstos estão mapas geológicos, levantamento de recursos minerais e modelagens geofísicas.

Petrobras solicita ao Ibama autorização para novos poços na Margem Equatorial e avança em campanha na Foz do Amazonas

A Petrobras informou, no começo de abril, que encaminhou ao Ibama os dados solicitados para obter autorização para perfurar mais três poços no bloco FZA-M-59, localizado na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. A medida faz parte do processo de licenciamento ambiental da campanha já em andamento.

De acordo com a estatal, esses três poços já estavam incluídos no escopo original do licenciamento do bloco FZA-M-59, conforme esclarecido ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A campanha exploratória nesse bloco teve início com a perfuração do poço Morpho, em outubro do ano passado. No entanto, as atividades foram suspensas em 4 de janeiro após o vazamento de um fluido biodegradável. Os trabalhos só foram retomados em meados de março.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a exploração do poço Morpho deve ser concluída cerca de um mês e meio depois do prazo inicialmente previsto, com término estimado para meados de junho deste ano.

Fonte: O Liberal

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