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Em meio a cessar-fogo, Israel promove maior ataque contra o Líbano e deixa 250 mortos

Imagens que circulam nas redes sociais mostram crianças cobertas de escombros e pessoas correndo desesperadamente para suas casaIsrael

Ataques aéreos de Israel contra o Líbano deixaram mais de 250 mortos nesta quarta-feira, 8, em meio a acusações de violações de um cessar-fogo assinado entre Irã e Estados Unidos.

O ataque israelense teve como alvo mais de 100 instalações pertencentes à milícia libanesa pró-Irã Hezbollah, e seus efeitos foram devastadores para a população local. De acordo com o ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nassereddine, cerca de 254 pessoas morreram e outras 837 ficaram feridas em decorrência do episódio, enquanto inúmeras regiões do país, incluindo a capital, Beirute, foram tomadas por explosões e destroços após a passagem de aviões de guerra.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram crianças cobertas de escombros e pessoas correndo desesperadamente para suas casas, tentando verificar se seus familiares estavam seguros. Um homem foi filmado correndo em direção a um prédio em ruínas, gritando: “Há pessoas lá dentro!”. Em meio ao caos, o governo libanês emitiu um apelo para que a população desocupe as ruas, permitindo que as ambulâncias cheguem até os feridos.

A ofensiva provocou uma reação imediata por parte do Irã, que havia firmado um cessar-fogo junto aos Estados Unidos e Israel há menos de 24 horas. Teerã fechou imediatamente o acesso ao Estreito de Ormuz, importante rota comercial que ocupa posição central nas negociações de paz, e informações divulgadas pela agência de notícias Tasnim apontam que o Irã está pronto para romper a trégua caso Tel Aviv “persista em violar a trégua no Líbano”.

Durante o anúncio oficial do cessar-fogo na noite de terça-feira, 7, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, responsável por mediar o conflito, havia afirmado que todos os envolvidos haviam concordado com um “cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano”. No entanto, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contrariou tal afirmação nesta manhã, afirmando que o acerto não inclui as operações em território libanês.

Protagonista nas negociações sobre o conflito, o presidente americano, Donald Trump, validou a posição de Tel Aviv, afirmando que o Líbano “não foi incluído no acordo” devido ao Hezbollah, e que as operações no país eram uma “escaramuça à parte”

Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, a ofensiva seguirá com o objetivo de “mudar a realidade libanesa e eliminar as ameaças aos moradores do norte de Israel”, acrescentando ainda uma ameaça direta ao líder do Hezbollah.

“Avisamos Naim Qassem de que o Hezbollah pagará um preço muito alto por atacar Israel em nome do Irã. A vez de Naim Qassem também chegará”, disse.

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