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Veja as acusações que pesam contra o ex-príncipe Andrew

Filho da rainha Elizabeth 2ª perdeu os títulos reais após ter o nome envolvido nos escândalos sexuais de Jeffrey Epstein

Após perder os títulos reais por envolvimento em escândalos sexuais, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em função pública. Ele foi liberado sob custódia após 11 horas na delegacia.

O irmão mais novo do rei Charles 3º foi acusado de ter enviado documentos confidenciais do governo britânico ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. Esta não é a única acusação contra Andrew, que aparece com frequência nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Virginia Giuffre

Em 2019, o mesmo ano em que Epstein foi encontrado morto na prisão, Mountbatten-Windsor decidiu se afastar da vida pública após a repercussão das denúncias de Virginia Giuffre. A mulher afirmava que foi abusada sexualmente por Andrew em 2001, quando tinha 17 anos. Segundo ela, os encontros com o membro da realeza eram organizados por Epstein e Ghislaine Maxwell, atualmente detida por tráfico sexual.

Na época, o filho da rainha Elizabeth 2ª negou as acusações e, após uma longa batalha judicial, firmou um acordo com Giuffre, em 2022, sem reconhecer a culpa pela acusação. Em abril de 2025, a família de Virginia confirmou sua morte como consequência de danos psicológicos.

Arquivos Epstein

Com a divulgação dos arquivos Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Andrew voltou a ter o nome ligado a Virginia Giuffre ao aparecer em uma foto abraçando a cintura dela, que na época era adolescente.

A princípio, o ex-príncipe negou a veracidade da imagem. Em janeiro deste ano, novos registros divulgados pelas autoridades norte-americanas voltaram a mostrar ele interagindo com menores de idade. Em um dos arquivos, Andrew aparece agachado sob uma jovem.

Vazamento de informações

A nova acusação envolve e-mails divulgados pela justiça norte-americana, que sugerem que Andrew compartilhou relatórios comerciais de outros países com Epstein. O membro da realeza atuava como representante do Reino Unido e estava sujeito às mesmas diretrizes de confidencialidade que os ministros britânicos.

De acordo com autoridades, ao vazar dados sigilosos, Mountbatten-Windsor teria abusado e negligenciado o poder detido por um cargo público.

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