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Organização com núcleo no Amapá integrava esquema milionário de minério ilegal

Uma organização criminosa responsável pela extração e comercialização ilegal de cassiterita, proveniente de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e na Venezuela, com posterior inserção fraudulenta no mercado formal, foi alvo de uma ação da Polícia Federal nesta quinta-feira (19). 

Na Operação Trono de Ferro, agentes federais cumpriram 35 mandados judiciais, incluindo 9 prisões preventivas e 26 ordens de busca e apreensão em várias cidades do país, como Macapá (AP), Manaus (AM), São Paulo (SP), São João del-Rei (MG), Joinville (SC) e Boa Vista (RR). Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 405 milhões em bens e valores ligados aos investigados, medida que visa interromper as atividades ilícitas e garantir o ressarcimento ao erário. 

As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava licenças de lavra garimpeira falsificadas, notas fiscais fraudulentas e empresas de fachada para “esquentar” a cassiterita extraída ilegalmente, dando aparência de legalidade ao minério antes de inseri-lo no mercado formal. Estima-se que cerca de R$ 400 milhões em cassiterita de origem irregular tenham sido negociados dessa forma. 

Os suspeitos poderão ser responsabilizados por diversos crimes previstos na legislação brasileira, como organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bem da União, com potencial de penas severas caso sejam condenados pela Justiça Federal.  

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