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Carnaval 2026: Maracatu da Favela aposta alto e entrega espetáculo de estratégia e cor

A "Verde e Rosa" transformou o tabuleiro da vida em um grito de vitória da comunidade.

A quarta agremiação a desfilar pela Avenida Ivaldo Veras, na madrugada de sábado, 14, foi a Maracatu da Favela, que levou para Sambódromo o enredo “Xeque-mate: Quem dá as cartas, é a Favela!”. Com uma proposta criativa e simbólica, a escola transformou o universo dos jogos em metáfora para falar de estratégia, resistência e superação no cotidiano das comunidades.

O enredo propôs uma reflexão lúdica sobre o ato de jogar, destacando que a motivação mais básica está no prazer e na diversão. Ao longo do desfile, a narrativa exaltou o jogo como escape da rotina, momento de relaxamento e desafio que estimula a mente. A simbologia das cartas, do tabuleiro e das apostas foi conectada à realidade da favela, onde criatividade e estratégia são ferramentas essenciais para enfrentar os desafios diários.

Abrindo a apresentação, a comissão de frente trouxe personagens caracterizados como crupiês, dançarinas e coringas, interagindo com o abre-alas, que representava uma grande roleta de cassino. O cenário luxuoso, com luzes e glamour, remetia ao clima vibrante de Las Vegas, conhecida como “a cidade que nunca dorme”, ambientando os jogos de cartas e de azar que inspiraram o primeiro setor.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira também incorporou a temática. O mestre-sala representou o Rei de Copas, enquanto a porta-bandeira desfilou como a Dama de Copas. O naipe, tradicionalmente simbolizado pelo coração, foi apresentado como referência às emoções, aos relacionamentos e ao mundo dos sentimentos, reforçando que, no grande jogo da vida, o coração também tem papel fundamental.

O segundo tripé trouxe a modernidade dos jogos eletrônicos. A alegoria destacou o universo dos videogames, com uma grande escultura central representando um menino diante da tela, imerso na experiência digital. Em posição de destaque, apareceu o icônico personagem Mario, símbolo de gerações de jogadores e referência aos games infantis de sucesso mundial.

A bateria “Surfista” surgiu fantasiada de Zeus, o deus do Olimpo na mitologia grega, associado ao céu, ao trovão, à justiça e à ordem. A escolha dialogou com a origem dos Jogos Olímpicos, tradicionalmente dedicados à divindade, reforçando a ideia do jogo como celebração, disputa e honra.

A alegoria final simbolizou o xeque-mate no grande jogo do carnaval. A rainha da Maracatu da Favela apareceu soberana sobre o tabuleiro, com o rei caído aos seus pés, representando a vitória construída com estratégia e samba no pé. Esculturas de peças de xadrez, como rei, rainha, peões e torres, além de engrenagens cenográficas, reforçaram a metáfora de que a força da comunidade supera qualquer obstáculo.

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