Carnaval 2026: Emissários da Cegonha encanta Amapá com as crendices populares de sorte, axé e patuás

A tradicional escola de samba Emissários da Cegonha cruzou a Avenida Ivaldo Veras com brilho, organização e respeito ao tempo oficial, reafirmando sua trajetória de lutas e conquistas no carnaval amapaense. Com dois carros alegóricos, um tripé conduzido pela comissão de frente e diversas alas que exploraram o misticismo, a agremiação encantou o público ao transformar crenças e superstições em espetáculo.
Fundada oficialmente em janeiro de 1973, a partir do bloco “Coqueiro Verde”, no Bairro do Trem, por Luiz Amanajás, Nilton Cezar e Washington de Lima Ferreira, a escola construiu uma história marcada pela superação individual e coletiva. Reconhecida por títulos importantes no Grupo de Acesso, como nos anos de 1992, 1994, 1998, 2000 e 2020, a Emissários mantém viva a identidade cultural que a consolidou como uma das mais respeitadas do estado.
Para o Carnaval 2026, apresentou o enredo “Uma fascinante viagem pelas crendices e superstições de um povo: uma sorte ou azar?”, propondo uma reflexão sobre símbolos e tradições populares. As alegorias e fantasias deram vida ao universo místico, conduzindo o público por uma narrativa visual envolvente.
O diretor-geral da escola, Marquinhos Inova, destacou o empenho da equipe na preparação do desfile.
“A expectativa é alta, visto que trabalhamos intensamente nos últimos seis meses. O enredo que apresentamos na avenida é dedicado à Itatiane Góes, uma história que traduzimos visualmente. O desfile também explorou aspectos místicos, elementos que convidam o público a refletir sobre sorte e azar. A Emissários traz essa rica cultura transformada em alegorias e fantasias. Com a magnitude que preparamos, pretendemos honrar o título que nos foi dado. Nossa proposta é surpreender, fruto de um trabalho intenso”, afirmou.



