Fachin e Cármen terão dificuldades para aprovar código de ética do STF
Nos bastidores, apenas André Mendonça apoia a criação de regras para conduta de ministros do Supremo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia terão dificuldades para aprovar a criação de um código de ética da Corte. A ideia não tem tanto apoio entre os integrantes do tribunal. Nos bastidores, apenas o ministro André Mendonça seria a favor do documento.
Os que mais se opõem ao documento são os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Segundo interlocutores, há muita crítica sobre a forma como Fachin anunciou que iria discutir a proposta. Alguns ministros até defendem que o caso seja analisado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O presidente da corte informou na abertura do ano judiciário, que a proposta será relatada por Cármen Lúcia. Fachin entende que a iniciativa integra um compromisso de sua gestão e visa fortalecer a integridade, a transparência e a confiança pública no Judiciário.
Para ele, o Supremo precisa demonstrar, por seus próprios atos, compromisso com limites, autocorreção e prestação de contas à sociedade.
Os ministros do STF se reuniriam para debater o tema no próximo dia 12, mas a reunião foi adiada. Fachin informou aos demais colegas por volta das 6h55 de quarta-feira (4) que o encontro seria remarcado.



