Saúde

Tapioca pode elevar a glicose no sangue? Nutricionista explica riscos

Alimento popular no café da manhã, a tapioca tem alto índice glicêmico e exige atenção à frequência e aos recheios certos

Queridinha no café da manhã de muitos brasileiros, a tapioca costuma ser associada a uma alimentação leve e prática. No entanto, por ser um carboidrato refinado e de alto índice glicêmico, o alimento pode elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue.

De acordo com a nutricionista Taynara Abreu, do hospital Mantevida, o problema não está no consumo pontual, mas na frequência, na quantidade e nas combinações feitas ao longo da dieta.

Entenda

  • Alto índice glicêmico: a tapioca é rapidamente transformada em glicose, o que provoca elevação rápida do açúcar no sangue.
  • Baixo valor nutricional isolado: sem fibras ou proteínas, favorece picos glicêmicos e pode contribuir para resistência à insulina.
  • Relação indireta com gordura no fígado: o consumo frequente e desbalanceado pode colaborar para alterações metabólicas associadas à esteatose hepática.
  • Moderação e boas combinações: recheios mais saudáveis e consumo equilibrado permitem incluir a tapioca na dieta sem prejuízos à saúde.

Feita a partir do amido da mandioca, a tapioca possui baixo teor de fibras, proteínas e gorduras. Isso faz com que seja digerida rapidamente pelo organismo, promovendo picos de glicemia pouco tempo após a ingestão. Quando esse tipo de carboidrato é consumido com frequência, especialmente de forma isolada, pode favorecer o aumento da resistência à insulina.

Segundo a especialista, esse desequilíbrio metabólico é um dos principais mecanismos associados ao desenvolvimento da esteatose hepática não alcoólica, conhecida como gordura no fígado.

“A tapioca, por si só, não causa gordura no fígado, mas o consumo excessivo e sem equilíbrio pode contribuir para alterações metabólicas que favorecem esse quadro”, explica.

Outro fator de atenção está no padrão alimentar como um todo. Dietas ricas em carboidratos simples, açúcares e alimentos ultraprocessados, associadas ao sedentarismo e ao ganho de peso, aumentam significativamente o risco de acúmulo de gordura no fígado. Nesse contexto, a tapioca pode funcionar como mais um elemento de desequilíbrio quando consumida de forma inadequada.

Os recheios também fazem diferença. Preparações com manteiga, queijos gordurosos, chocolate ou leite condensado elevam a carga calórica e de gordura da refeição, agravando o risco metabólico quando consumidas com frequência.

Apesar disso, a nutricionista reforça que não é necessário excluir a tapioca da alimentação. Quando consumida com moderação e combinada com fontes de proteína, como ovos, frango ou atum, além de fibras, ela pode fazer parte de uma dieta equilibrada, sem prejuízos à saúde do fígado ou ao controle da glicose.

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