Governo e oposição se unem: CPI do Banco Master é consenso no Congresso
Congressistas de diferentes partidos - do PT ao PL - têm defendido a abertura de investigação pelo Congresso Nacional
Apesar dos esforços do núcleo duro do governo para se distanciar da crise envolvendo o Banco Master e evitar desgaste político em ano eleitoral, o tema tem avançado no Congresso com o apoio de parlamentares ligados à base governista.
CO titular desta coluna apurou que congressistas de diferentes partidos, do PT ao PL, têm defendido a abertura de investigação pelo Congresso Nacional.
No Senado, a defesa da apuração tem sido encampada por parlamentares do MDB, partido que integra a base do governo. O senador Eduardo Braga (MDB) afirmou não acreditar que o pedido de instalação de uma CPI perderá fôlego.
“Não acredito que esse caso perderá força! Maior escândalo do setor bancário do Brasil não pode deixar de ser investigado com toda a transparência”, disse Braga.
Também do MDB, o senador Veneziano Vital do Rêgo sinalizou ao jornalista Bruno Pinheiro o interesse em aprofundar a apuração dos fatos. “Tomara que avance” Questionado sobre a possibilidade de uma CPMI revelar o envolvimento de nomes do Congresso, respondeu que “possivelmente”.
Na Câmara dos Deputados, além de parlamentares da oposição, aliados históricos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também têm defendido a investigação do escândalo bancário. O deputado Reginaldo Lopes (PT) afirmou que a CPI do Banco Master é “inevitável.”
Ainda nesta quarta-feira, o senador Izalci Lucas (PL) afirmou à coluna que a pressão para a instalação do colegiado será elevada. “Ganhará muita força . A pressão será imensa para instalação imediata”, disse Izalci.
Apesar do interesse manifestado por parlamentares de ambos os lados do espectro político, a principal dificuldade deverá ser a convocação dos envolvidos para prestar depoimento. Integrantes da base governista apontam que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantém fortes ligações com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já a oposição sustenta haver indícios de que integrantes do governo, ministros do STF e outras autoridades do sistema financeiro tinham conhecimento do caso.



