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Nipah: o vírus que pode causar nova pandemia

Sem vacina ou tratamento específico, a infecção apresenta taxa de mortalidade de até 75%

Quase cem pessoas foram colocadas em quarentena após um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Todas as cinco infecções confirmadas envolvem profissionais da saúde que trabalham no mesmo hospital.

Entre os casos, estão duas enfermeiras que trabalharam no mesmo turno no fim de dezembro e apresentaram sintomas graves poucos dias depois. Uma delas está internada em coma.

Segundo investigações, as profissionais podem ter sido infectadas durante o atendimento de uma pessoa com problemas respiratórios. No entanto, não é possível confirmar a origem da contaminação, já que o paciente morreu antes do diagnóstico.

Diante da repercussão dos casos, o Ministério da Saúde da Índia emitiu um alerta nacional e orientou os estados a intensificarem a vigilância, acelerar a identificação de casos suspeitos e reforçar medidas de prevenção, especialmente em hospitais.

O Nipah é um vírus que circula principalmente em morcegos do gênero Pteropus. Ele pode ser transmitido por alimentos contaminados ou pelo contato com fluidos corporais de animais e pessoas infectadas. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, vômitos e cansaços.

Quando a infecção evolui, pode causar sintomas graves, como infecção respiratória aguda e encefalite, quando acontece um inchaço no cérebro. Não há vacina ou tratamento específico para o vírus, que apresenta taxa de mortalidade de até 75%.

Quais os sintomas?

As infecções em humanos variam de assintomáticas a infecções respiratórias agudas (leves ou graves) e encefalite fatal (inchaço do cérebro).

As pessoas infectadas geralmente desenvolvem inicialmente sintomas como febre, dores de cabeça, dor muscular (mialgia), vômitos e dor de garganta.

Esses sintomas podem ser seguidos por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo síndrome do desconforto respiratório agudo. Encefalite – uma condição que causa inflamação do cérebro – e convulsões ocorrem em casos graves, progredindo para coma entre 24 a 48 horas.

Acredita-se que o período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varie de quatro a 14 dias. Já foi relatado, porém, um período de incubação de até 45 dias.

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