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Memória: Velado no Maracanã, há 43 anos, Garrincha sempre reuniu multidões

Mané - que morreu em 20 de janeiro de 1983 - é um dos maiores ídolos da história do futebol

Garrincha, assim como Pelé, já era campeão  em 1958 quando foi disputar o mundial seguinte, no Chile. A crônica esportiva costuma analisar o desempenho dele em 1962 como a maior atuação individual de um jogador em Copas, muito comparada com a de Maradona em 1986, no México. 

Manuel Francisco dos Santos, ou simplesmente Garrincha, nome popular de um pássaro,  era um homem simples, mas não tão ingênuo como muitos o rotulavam. O “gênio das pernas tortas” assombrou o mundo em 1958, na Suécia. Já em 1962, mostrou um repertório ainda maior e marcou gols de cabeça e com o pé esquerdo. Vale lembrar que Pelé se machucou no segundo jogo da seleção na Copa e Garrincha, instintivamente, entendeu que precisava se desdobrar para garantir o bicampeonato. 

Os problemas nos joelhos, o alcoolismo e as dificuldades financeiras marcaram a sua carreira e, claro, a vida pessoal. O atleta, nascido em Pau Grande, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 1933, morreu cedo, aos 49 anos, em 20 de janeiro de 1983 (uma quinta-feira). A Folha de S.Paulo estampou na capa do dia seguinte:

“Garrincha: morre a ‘alegria do povo’, aos 49”. “Nos últimos dois anos, ele foi internado seis vezes por problemas de alcoolismo, desnutrição, insônia e crises de depressão nervosa. Há pouco tempo disse à sua mulher que ia beber até morrer. E durante 15 dias não fez outra coisa. Na terça-feira, embriagado, entrou em uma casa lotérica e fez um jogo de Cr$ 290,00 na loto, que entregou a Vanderléia [a esposa], dizendo que não viveria para ver o resultado. Manoel dos Santos, o Garrincha, 49 anos, morreu ontem às 6 horas, na Casa de Saúde Doutor Eiras, em Botafogo, Rio de Janeiro, para onde tinha sido levado depois de um atendimento de urgência no posto de saúde do Inamps em Bangu, onde morava. (…).”

O corpo de Mané foi velado no Maracanã, um dos palcos mais marcantes da história do jogador. Milhares de pessoas foram se despedir do gênio do futebol. Levando o caixão, um caminhão dos Bombeiros deu a volta olímpica no gramado e, depois, partiu em direção da cidade de Pau Grande. 

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