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O poderio militar dos EUA e da Dinamarca em meio à disputa pela Groenlândia

País nórdico acendeu alerta para eventual invasão da ilha diante da investida americana

Os Estados Unidos se sobrepõem em relação à Dinamarca quando comparados as suas forças militares. Desde que retornou à Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, vem alegando que a Groenlândia, território autônomo sob controle do país nórdico, é de importância para a segurança nacional. A posição acendeu um alerta para uma eventual invasão.

Temendo uma intervenção americana, a Dinamarca vem aumentando a presença militar na Groenlândia desde a intensificação da disputa com os EUA.

Segundo dados disponibilizados pela CIA em seu site oficial, em um eventual conflito entre os dois países, o poderio americano superaria em número o dinamarquês.

Em 2025, os EUA contavam com 1,28 milhão de militares na ativa, sendo:

  • 450 mil no Exército;
  • 334 mil na Marinha;
  • 317 mil na Força Aérea;
  • 10 mil na Força Espacial;
  • 168 mil no Corpo de Fuzileiros Navais;
  • e 42 mil na Guarda Costeira.

O arsenal militar, por sua vez, é composto quase inteiramente por sistemas de armas produzidos internamente (alguns montados com componentes estrangeiros), juntamente com uma menor quantidade de equipamentos importados de diversos países, como Alemanha e Reino Unido.

Ainda de acordo com a CIA, a indústria de defesa dos EUA é capaz de projetar, desenvolver, manter e produzir todo o espectro de sistemas de armas.

Em comparação, a Groenlândia não contava com um poderio militar próprio, sendo dependente da Dinamarca. O país tinha aproximadamente 17 mil militares na ativa em 2025, conforme o órgão de inteligência.

O arsenal dinamarquês é equipado com armas e dispositivos modernos europeus, israelenses, americanos e de produção nacional, enquanto a indústria de defesa atua na produção de navios de guerra, eletrônicos de defesa e subcomponentes de sistemas de armas maiores, como o caça americano F-35. Os principais navios de guerra da Marinha Real Dinamarquesa são produzidos internamente.

A plataforma Global Fire Power (GFP), que publica um ranking anual da força militar de países, aponta ainda que os EUA também lideram o ranking de número de aeronaves, com 13.043 no total, contra apenas 117 da Dinamarca.

Já as aeronaves de caça americanos somam 1.790, enquanto os dinamarqueses, 31. A diferença em relação aos caças de ataque dedicado é ainda maior: 889 dos EUA contra 4 do país europeu.

A frota americana conta ainda com 605 aviões tanque e 1.002 helicópteros de ataque. A Dinamarca não dispõe desse tipo de aeronaves em sua frota, segundo o Global Fire Power (GFP).

Na frota naval, a americana também se sobrepõe, sendo 11 porta-aviões, 70 submarinos e 9 porta-helicópteros contra nenhum por parte do país nórdico.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou, nesta segunda-feira (19), que o território não cederá a pressões e que continuará a buscar o diálogo com o governo Trump.

O republicano anunciou uma tarifa contra oito países europeus em pressão pela compra do território, que, de acordo com a emissora NBC News, poderia ser negociada por Washington até US$ 700 bilhões. O preço corresponde a mais da metade do orçamento anual do Departamento de Guerra (antigo Departamento de Defesa).

Em termos de comparação, os EUA destinaram US$ 1,2 trilhão apenas para o pagamento de juros da dívida em 2025.

A Groenlândia e Dinamarca rejeitam as investidas e mobilizam membros da Otan, como França, Suécia, Alemanha e Noruega, contra uma eventual invasão.

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