ANP: Petrobras ainda não explicou vazamento na Margem Equatorial
Estatal só poderá voltar a perfurar Foz do Amazonas após justificativas

A Petrobras ainda não explicou à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) o que gerou o vazamento de fluído de perfuração na Foz do Amazonas, na semana passada. Com isso, segundo a agência, não se sabe quando a estatal poderá voltar a perfurar a área.
De acordo com a ANP, a Petrobras precisa apresentar um relatório detalhado do incidente. No documento, as causas do vazamento precisam ser justificadas, isso após a conclusão de uma investigação a ser realizada pela própria estatal.
Para isso, a Petrobras tem um prazo máximo de noventa dias, a contar da data do vazamento, ocorrido em 6 de janeiro. No entanto, até que o relatório seja enviado e a ANP acolha ou não as justificativas apresentadas, a empresa não poderá voltar a explorar a região.
“A ANP aguarda o recebimento desse relatório e, portanto, não pode informar uma previsão de retorno das atividades neste momento”, informou a agência ao ser questionada pela CNN. “A ANP segue acompanhando o ocorrido e seus desdobramentos junto à Petrobras, que vem enviando informações diárias sobre as ações tomadas na resposta ao incidente, e junto à Marinha e ao Ibama, no âmbito do Grupo de Acompanhamento e Avaliação”, completou a agência.
Procurada, a Petrobras não se manifestou sobre a produção do relatório. Mas fontes relataram à reportagem que a empresa ainda tenta entender o que teria gerado o vazamento. Inicialmente, a empresa trabalhava com a expectativa de voltar a explorar a área em no máximo 15 dias.
No dia do vazamento, a estatal apenas confirmou o incidente e disse que a perda do fluido biodegradável de perfuração foi imediatamente contida e isolada.
Entenda
A região da Foz do Amazonas é considerada uma área de grande potencial petrolífero, mas também ambientalmente sensível. A licença para exploração na área foi concedida pelo Ibama após um longo e rigoroso processo de avaliação, que incluiu exigências de um plano robusto de salvamento de fauna em caso de acidentes.
Enquanto a Petrobras minimizou o ocorrido, afirmando que se trata de um evento que pode acontecer durante perfurações e que o fluido vazado é biodegradável e não tóxico, fontes do corpo técnico do Ibama consideram o incidente um sinal de alerta.
O acidente ocorre poucos meses após a liberação para o início da exploração na região, reacendendo o debate sobre os riscos ambientais da atividade petrolífera em áreas sensíveis.



