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Tjap: “Casamento na Comunidade” celebra mil uniões em 2025

Em 2025, dizer “sim” ganhou um significado ainda mais profundo para mil casais amapaenses. Em salões, igrejas, distritos e até dentro de uma unidade prisional, histórias de espera, afeto e superação encontraram respaldo na lei.

O Programa Casamento na Comunidade, que existe há mais de 23 anos, é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em parceria com a Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), além de cartórios e prefeituras municipais, transformou sonhos adiados em uniões oficializadas, o que promoveu dignidade, cidadania e esperança a famílias que, por diferentes razões, nunca haviam conseguido formalizar o matrimônio no estado.

Foram 450 casamentos realizados em Macapá e outros 550 no interior do estado, que marcaram a vida de famílias que, por diversos motivos, não puderam oficializar a união de forma legal e regularizar juridicamente seus vínculos.

Momentos únicos engrandeceram a vida de várias famílias ao longo do ano. Muitas aguardaram ansiosamente pelo enlace coletivo, como o casal de instrumentistas Victor e Rebecka Sampaio, que participou da 1ª edição, em abril, na Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap). A cerimônia reuniu mais 146 casais.

“Nossa história começou em 2017, quando nos conhecemos em uma orquestra. Somos instrumentistas e, desde então, iniciamos uma amizade. Namoramos por cinco anos e hoje, finalmente, realizamos esse sonho e consumamos nosso casamento”, ressaltou Victor Sampaio.

Os enlaces ocorreram de abril a dezembro e abrangeram casais da capital Macapá e de municípios como Santana, Mazagão, Ferreira Gomes, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari, Laranjal e Vitória do Jari, Oiapoque, além de localidades como os distritos do Ariri e São Joaquim do Pacuí. Também houve uma edição com casais do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Todos os encontros são conduzidos pela coordenadora do programa, juíza de Direito Joenilda Lenzi, que, em dezembro, no Vale do Jari, destacou o sentimento de dever cumprido com a última edição do programa no sul do estado.

“No ano de 2025, todas as edições foram muito emocionantes, não apenas para os casais e suas famílias, mas também para nós que estamos à frente da organização do programa. Tudo é preparado com cuidado para que possamos oferecer o melhor em cada comunidade”, ressaltou a magistrada, emocionada.

A emoção transbordou e uniu casais com histórias singulares, como os jovens Luis Otávio e Adriane. O mergulhador profissional, nascido em Minas Gerais, conheceu Adriane em um comércio. Eles namoraram e realizaram o sonho de construir uma vida juntos. “Casar neste programa tão bonito é apenas o começo da nossa história de vida. É só felicidade”, destacou o jovem casal, logo após o “sim” coletivo.

Oficinas dos noivos

Com o objetivo de preparar as cidadãs e os cidadãos habilitados que oficializam o matrimônio no programa Casamento na Comunidade todos os anos, a equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Rosemary Palmerim promove a Oficina de Noivos.

As capacitações são ministradas pelo supervisor do Cejusc Rosemary Palmerim e membro da coordenação do programa Casamento na Comunidade, Macdowel Pureza. As oficinas oferecem embasamento necessário para que os casais reconheçam os benefícios da formalização.

Direitos e deveres civis do matrimônio, prevenção e resolução de conflitos familiares, benefícios e tipos de casamento, regime de bens, além de orientações formais para o dia da celebração matrimonial estão entre os assuntos abordados na oficina.

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