Morte de mulher nos EUA provoca protestos contra agentes de imigração
Manifestantes se reúnem em várias cidades após operação do ICE que matou Renee Nicole Good, de 37 anos, em Minneapolis, nos EUA

Manifestantes se reuniram em diferentes cidades dos Estados Unidos nesta quarta-feira (7) para protestar contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação federal em Minneapolis, no estado de Minnesota.
Em Minneapolis, centenas de concentraram em frente a um tribunal da cidade. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes batendo na porta de vidro do prédio e gritando “ICE fora agora!”. Também houve discursos condenando a presença e a conduta do ICE na região.
Protestos também ocorreram em Chicago, no estado de Illinois. Nos últimos meses, a região registrou outros casos de tiroteios envolvendo agentes federais durante operações migratórias. Entre eles, um caso fatal em Franklin Park e outro em Brighton Park, onde o Departamento de Justiça retirou acusações contra os envolvidos.
O episódio ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias desde o retorno de Donald Trump à presidência, em janeiro de 2025. O governo federal determinou a ampliação de detenções e deportações, o que tem resultado em mais operações e ações de fiscalização em diferentes estados.
Os atos foram motivados pelo anúncio do Departamento de Segurança Interna (DHS) de que uma mulher havia sido morta por um agente do ICE mais cedo, em Minneapolis.

De acordo com o DHS, Good foi morta após supostamente tentar atropelar agentes durante a operação. O órgão afirmou que um agente disparou “em legítima defesa”. A mulher foi baleada na região da cabeça
Em vídeos divulgados nas redes sociais, ela aparece dentro de um carro quando é abordada por agentes que tentam abrir a porta. Em seguida, o veículo se move e os disparos são feitos. Em seguida, o carro bate em um poste.
A versão oficial é contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a alegação federal contra a vítima como “uma grande mentira” e disse que os agentes estão “tentando justificar isso como ação de legítima defesa”. A senadora democrata Tina Smith afirmou que a mulher era cidadã norte-americana.



