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Carne bovina do Brasil ganha nova rota marítima e já chega à China com crescimento de 48% nas exportações

Nova rota marítima ligando o Ceará à Ásia impulsiona exportações brasileiras, reforçando a competitividade do Porto do Pecém no cenário internacional

Em apenas sete meses de operação, o corredor logístico registrou aumento de 48% no volume de cargas e movimentou 32.371 contêineres (TEUs), consolidando-se como alternativa estratégica para o comércio exterior.

Conexão com grandes portos asiáticos

A rota, inaugurada em janeiro e operada pela APM Terminals em parceria com a MSC, conecta o terminal cearense a alguns dos principais portos do continente asiático. Entre eles estão Mundra, na Índia, Singapura, além dos chineses Yantian (Shenzhen), Ningbo, Xangai e Qingdao, além de Busan, na Coreia do Sul.

Essa rede fortalece a posição do Pecém como hub logístico, ampliando sua relevância não apenas para exportadores de commodities agrícolas e minerais, mas também para empresas do setor de proteína animal.

Segundo a APM Terminals, a rota vem sendo utilizada por diferentes perfis de carga e tem potencial para crescer ainda mais.

Primeiros embarques de carne bovina

Em julho, o trajeto ganhou importância adicional ao registrar os primeiros embarques de carne bovina com origem no terminal cearense. A operação foi realizada pela Minerva Foods, com destino a Xangai, marcando a entrada da proteína animal na pauta de exportações via Pecém.

O movimento reforça a estratégia da companhia de diversificar rotas e ampliar presença em mercados de alta demanda. A chegada da carne bovina à nova rota sinaliza uma ampliação da matriz exportadora do Nordeste.

Para os operadores portuários, esse tipo de carga é considerado estratégico, pois aumenta a regularidade do fluxo e atrai outros segmentos vinculados ao agronegócio.

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