Banner principalPolícia

Operação mira facção que movimentou R$ 52 milhões de dentro de presídio no Amapá

O alvo da operação “Contágio” é uma organização criminosa que, mesmo com líderes dentro do sistema prisional, comandava o tráfico de drogas e um esquema pesado de lavagem de dinheiro no Amapá. De dentro das celas, os chefes davam as ordens e contavam com a ajuda de esposas, parentes e amigas fora da cadeia para manter o negócio funcionando a todo vapor.

Entre os principais nomes do grupo está um ex-funcionário terceirizado do Iapen, que trabalhava na área da saúde, mas acabou sendo desligado e preso após cair em outras investigações. Outro líder é um detento que, ainda jovem, foi condenado a 45 anos de prisão por matar três pessoas da mesma família, em um crime que chocou o estado lá em 2010.

As investigações mostram que a dupla montou um verdadeiro “QG do crime” dentro do sistema prisional, articulando a entrada e venda de produtos ilegais, além de comandar o tráfico fora dos muros. Mesmo preso, um dos chefes chegou a ser transferido recentemente para a unidade da APAC, em Macapá, mas continuava ligado ao esquema.

De 2021 até agora, o grupo teria movimentado cerca de R$ 52 milhões. Na manhã desta quarta-feira (8), as forças de segurança foram às ruas e cumpriram mandados de prisão e busca em vários bairros de Macapá, além de ações dentro do próprio sistema prisional. Os envolvidos podem responder por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem passar de 15 anos de cadeia.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo