Guerra faz preço do diesel subir até 80 centavos em distribuidoras
Parte importante do território nacional já convive com aumentos no preço de derivados do petróleo. Motivo é conflito bélico no Irã

O preço dos combustíveis tem apresentado alta em parte importante dos estados brasileiros em meio ao conflito bélico centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel. Um levantamento junto a entidades representativas de postos de combustíveis aponta que as distribuidoras já subiram o preço do produto entregue aos estabelecimentos. Há locais em que o diesel foi entregue custando até R$ 0,80 a mais.
A reportagem tentou contato com estabelecimentos de todos os 26 estados da federação. Houve resposta de oito unidades da federação. O sindicato do Distrito Federal já havia comunicado elevação nos preços na última quarta-feira (4). Apenas em Santa Catarina a informação foi de que ainda não havia reajuste por parte das distribuidoras.
Política de preços
- A atual política de preços da Petrobras consiste em observar a paridade internacional.
- Mas também prevê que seja evitado o repasse de volatilidade para a sociedade brasileira.
- A política considera também que seja garantida a participação da companhia no mercado.
Descreveram aumentos instituições nos estados: Bahia, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
O maior aumento no litro foi relatado na Bahia. O Sindicombustíveis enviou uma nota na qual declarou que uma distribuidora fez reajustes na quarta e quinta-feira (5/3), que alcançaram o valor de R$ 0,30 para a gasolina e R$ 0,80 sobre o diesel. No Rio Grande do Norte, a elevação também foi expressiva.
“Somente esta semana, a gasolina A saltou de R$ 2,5915 para R$ 2,8915 por litro – alta de R$ 0,30 no produto puro, com impacto estimado de R$ 0,21 por litro na gasolina comum vendida ao consumidor (que leva 70% de gasolina A na mistura). O Diesel S500, por sua vez, passou de R$ 3,3225 para R$ 4,0725 – aumento de R$ 0,75 no produto puro, com impacto de R$ 0,6375 no diesel misturado vendido nos postos”, descreveu o Sindipostos RN, em nota.
As informações são de que onde a distribuição é feita diretamente pela Petrobras, não houve acréscimo. Por outro lado, há relatos de que a estatal estaria impondo cotas às distribuidoras. A reportagem questionou a Petrobras sobre o assunto. A companhia enviou uma nota na qual esclareceu que não realiza distribuição de combustíveis. “A companhia produz, refina e vende o combustível para as distribuidoras”, destacou.
Sem aumento
Enquanto as distribuidoras aumentam os preços, conforme os relatos a que a reportagem teve acesso, a Petrobras não comunicou nenhum reajuste. A última alteração nos preços foi comunicada em 26 de janeiro deste ano.
Naquela data, a estatal reduziu em 5,2% o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras. Com isto, o valor praticado por litro passou para R$ 2,57, uma redução de R$ 0,14.
A reportagem procurou a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom). A instituição informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestaria, pois a formação de preços é uma questão que não possui interferência da instituição.



