Preço do barril do petróleo ultrapassa os US$ 100 após alta de 16,8%
Preço do produto é influenciado pelo conflito bélico que tem como protagonistas Israel, Estados Unidos e Irã

O preço do barril de petróleo tipo brent – referência internacional, ultrapassou os US$ 100, neste domingo (8), na cotação do mercado futuro. A alta acumulada no dia foi de 16,8%, com o produto valendo US$ 108,22.
O valor do barril de petróleo tem subido desde o sábado (28/2), quando teve início o conflito centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel.
Após uma semana de guerra no Oriente Médio, o petróleo já apresentava alta de quase 30% nos mercados internacionais. O barril fechou a sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana.
Diante da elevação em preços internacionais, os combustíveis derivados de petróleo também dispararam no mercado interno dos Estados Unidos. A última leitura da Associação de Automóveis (AAA) apurou que foram adicionados mais 9 centavos de dólar por galão (aproximadamente 3,8 litros), elevando o preço médio para US$ 3,41 por recipiente. O número é o mais alto registrado desde agosto de 2024.
Com a pressão inflacionária sobre os itens, o presidente norte-americano, Donald Trump, se manifestou sobre o assunto, indicando a esperança de que os preços recuem.
“Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada, são um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. Só os tolos pensariam diferente!”, escreveu na própria rede social, a Truth Social.
As variações nos preços têm relação, principalmente, com a interrupção do trânsito no Estreito de Ormuz. Passam por lá de 20% a 25% de todo o petróleo global.
No Brasil
No Brasil, a Petrobras deve manter os preços do diesel – um dos derivados do petróleo – estáveis, pelo menos por enquanto.
“[A gente vai seguir] observando atentamente. Toda vez que esse mercado fica nervoso, como está agora, nós analisamos isso diariamente. Quando ele está calmo, uma semana, 15 dias. Neste momento, a gente está olhando para isso todos os dias e vamos ver em que ponto vamos atuar ou se essa coisa se reverte”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Embora a Petrobras não tenha subido os preços, há localidades no país onde os aumentos já ocorreram por parte das distribuidoras que abastecem os postos, como aconteceu no Distrito Federal, na última semana.



