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Com porta-aviões, caças e drones, EUA reforçam força militar perto do Irã

Dados de rastreamento de voos e imagens de satélite indicam que os Estados Unidos continuam enviando aeronaves adicionais à região

Os Estados Unidos vêm reforçando a sua presença nas proximidades do Irã, enquanto o presidente, Donald Trump, estaria decidindo se tomará medidas militares contra o país já neste fim de semana.

Um dos focos de reforço estaria na Base Aérea de Muwaffaq Salti, no leste da Jordânia, que pode se tornar o centro das operações aéreas dos EUA na região. Entre janeiro e fevereiro, ao menos duas levas de aeronaves de ataque chegaram ao local, elevando o total para quase 30.

O arsenal se somou a quatro jatos de guerra eletrônica, usados ​​para interferir em radares e sistemas de comunicação, que chegaram ao país no final de janeiro. Pelo menos cinco drones MQ-9 Reaper também estariam operando na base.

Dados de rastreamento de voos e imagens de satélite indicam que os Estados Unidos continuam enviando aeronaves adicionais para a região, incluindo aviões-tanque e unidades de reconhecimento com sensores e câmeras de alta tecnologia.

Em paralelo, dezenas de aeronaves de reabastecimento e transporte foram deslocadas recentemente para bases na Europa, em apoio às forças no Oriente Médio. O Pentagon também reforçou a área com sistemas de defesa aérea MIM-104 Patriot e THAAD, com o objetivo de proteger as tropas de possíveis ataques retaliatórios com mísseis iranianos de curto e médio alcance.

Imagem mostra o porta-aviões USS Abraham Lincoln em alto mar

Reforço no mar

Outro ponto de reforço está no mar. Os Estados Unidos já deslocaram para a região do Oriente Médio o porta-aviões USS Abraham Lincoln. A embarcação é escoltada por três navios de guerra equipados com mísseis Tomahawk, sendo a mesmo que foi utilizada para atacar duas instalações nucleares iranianas em junho passado.

O Abraham Lincoln ainda pode atingir 55 quilômetros por hora, lançar até quatro aviões por minuto, transportar até 5.500 tripulantes, lançadores de mísseis e metralhadoras. A embarcação também leva caças, incluindo os F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, e pode transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros.

Em fevereiro, Trump confirmou que o maior e mais letal porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, também estava em deslocamento para a região. A embarcação tem 333 metros de comprimento e 78 metros de largura no convés de voo.

Além disso, ele é equipado com dois reatores nucleares, podendo atingir velocidade de até 55 km/h. O porta-aviões chegou a ser deslocado para o Mar do Caribe como parte da campanha americana que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Segundo dados de rastreamento analisados pelo The New York Times, na quarta-feira (18), o USS Gerald Ford estava se deslocando pelo Estreito de Gibraltar, que separa os continentes europeu e africano.

Diversas aeronaves de operações especiais, vigilância e reabastecimento também foram enviadas para a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico. O local é conhecido por servir como aeródromo avançado para bombardeiros furtivos B-2 Spirit de longo alcance.

Irã se prepara para eventual ataque

O Irã ergueu uma estrutura de concreto para reforçar a proteção de uma nova instalação em uma área militar considerada sensível e, em seguida, cobriu a construção com terra. As obras avançam em um local que teria sido atingido por bombardeios de Israel em 2024, em meio às tensões com os Estados Unidos.

O país também realiza exercícios navais conjuntos com a Rússia. As manobras ocorrem no Mar de Omã, com o objetivo de reforçar a segurança marítima e a cooperação entre as marinhas dos dois países. No fim do mês, a China deve se juntar às atividades, segundo agências estatais iranianas.

Enquanto isso, EUA e Irã negociam limites para o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o projeto tem finalidade pacífica, mas Washington teme o desenvolvimento de armas nucleares. As tratativas tiveram avanços pontuais.

Diante da possibilidade de ataques americanos caso não haja acordo, o Irã prometeu retaliar, mirando bases dos EUA no Oriente Médio.

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