Senadores vão à Polícia Federal e ao Supremo para pedir dados sobre o Banco Master
Reuniões com Andrei Rodrigues e Fachin ocorrem um dia após aprovações para depoimentos de Vorcaro e do próprio diretor da PF

Senadores que acompanham o caso do Banco Master pela Comissão de Assuntos Econômicos buscam informações de fraudes financeiras junto à PF (Polícia Federal) e ao STF (Supremo Tribunal Federal). Os encontros miram detalhes do processo ligado à instituição financeira.
No caso da PF, existe a expectativa de uma conversa com o diretor-geral, Andrei Rodrigues, para o recebimento de orientações que norteiem o trabalho dos senadores.
Na sequência, parlamentares vão ao STF, e pretendem pleitear o acesso a documentos ligados ao caso Master que foram restritos. O pedido será levado diretamente ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), argumentou que o diálogo é necessário para que os parlamentares tenham acesso a informações importantes.
“Queremos conversar com o diretor da Polícia Federal para ter acesso às informações, inclusive com o presidente do Supremo, porque Toffoli colocou tudo com sigilo, e a comissão tem essa competência de requisitar documentos sigilosos. Então, nós temos que explicar isso para o ministro, para que a gente tenha acesso a tudo”, ressaltou.
Segundo o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o objetivo do grupo é acompanhar como está ocorrendo a investigação nas diferentes esferas.
“Primeiro, nós precisamos saber quem descumpriu a legislação existente. Responsabilizar, punir e depois alterar a legislação e fortalecer o próprio papel do Banco Central, que, lamentavelmente, demorou muito a fazer a liquidação”, observou.
Comissão deve ouvir Vorcaro
Os encontros foram confirmados durante reunião nessa terça-feira (10). Na ocasião, os senadores também aprovaram 19 requerimentos para oitivas, audiências públicas e pedidos de informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Banco Central.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, o seu ex-sócio Augusto Lima, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estão na lista de convidados.
Já as audiências serão destinadas à discussão do caso do conglomerado Master e à atuação das instituições brasileiras. Além disso, têm o propósito de esclarecer as operações financeiras, aquisições de participações acionárias e os investimentos do BRB (Banco de Brasília).



