Economia

Brasil fecha 618 mil vagas de emprego em dezembro, mas cria 1,3 milhão em 2025

Apesar do fechamento de 618 mil postos em dezembro - movimento sazonal típico de fim de ano -, o saldo acumulado no Novo Caged permaneceu positivo

O Brasil registrou o fechamento de 618.164 postos de emprego em dezembro, apontam dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ainda assim, no número consolidado de 2025, foram criadas 1.279.498 vagas, resultado de 26.599.777 admissões e 25.320.279 desligamentos.

Historicamente, dezembro é um mês com saldo negativo na criação de vagas de trabalho. Neste ano, o saldo de dezembro resulta de 1.533.309 admissões e 2.141.473 desligamentos computados no novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

O número registrado no mês representa um recuo de 1,26% em relação ao mês anterior, em linha com a média registrada nos meses de dezembro de 2023 e 2024, que foi de 1,07%. “Se confirma mais uma vez o mês de dezembro como de ajustes para o próximo ano”, afirmou o ministro Luiz Marinho.

Emprego cresce em todas as regiões em 2025

O mercado de trabalho encerrou o ano com números favoráveis em todo o território nacional, registrando saldo positivo em todas as 27 unidades federativas.

Em termos absolutos, São Paulo liderou a abertura de vagas com 311.228 novos postos (alta de 2,17%), seguido por Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380). Já no quesito expansão proporcional, o Amapá assumiu o protagonismo com um salto de 8,41%, acompanhado por Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).

O saldo de criação de empregos, no entanto, foi o pior do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o segundo menor número da nova série histórica, atrás apenas do saldo negativo registrado em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19.

O Novo Caged iniciou justamente em 2020, quando foram implementadas mudanças no modelo de contabilização das vagas de emprego. Assim, comparações com anos anteriores são consideradas imprecisas, por tentarem aproximar sistemas de contagem diferentes.

Setor de serviços lidera crescimento

Todos os cinco agrupamentos econômicos observados pelo MTE registraram saldo positivo no acumulado do ano, com destaque absoluto para o setor de serviços, responsável por mais da metade dos postos criados no ano (758.355 vagas).

Dentro do segmento de serviços, atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas tiveram maior crescimento absoluto (318.460 novos postos). Já a divisão de artes, cultura e recreação teve o maior crescimento proporcional (9,07%).

Atrás do setor de serviços, aparecem o comércio (247.097 novos postos) e a indústria (144.319).

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo