Política Nacional

Em tom de campanha, Lula retoma entregas do “Minha Casa, Minha Vida”

Programa social mais bem avaliado do governo, com potencial de ser um trunfo na campanha de reeleição do petista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicará parte da agenda desta semana para viajar ao Sul e ao Nordeste do Brasil para realizar entregas no setor de habitação e ampliar o corpo a corpo com a população em ano eleitoral.

A primeira parada será no Rio Grande (RS), para participar da entrega de 1.276 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). De acordo com o governo, 5.104 pessoas serão beneficiadas. O ministro das Cidades, Jader Filho, também estará presente na cerimônia, entre outras autoridades.

No Estaleiro Ecovix de Rio Grande, Lula anuncia investimentos na indústria naval brasileira por meio do programa Mar Aberto, da Petrobras.

Já na sexta-feira (23), o chefe do Executivo embarca para Maceió (AL). Na capital alagoana, ele celebrará a marca de 2 milhões de contratos assinados no programa habitacional, além de visitar a nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios.

Modo campanha

  • Ao assumir o mandato em 2023, Lula relançou programas sociais que foram marcas de gestões anteriores, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família.
  • O programa habitacional tem potencial para ser um dos principais trunfos do petista na campanha de reeleição. Isso porque, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro, o Minha Casa, Minha Vida é a política mais bem avaliada do governo, com aprovação de 90%. Na sequência, aparece o Farmácia Popular, com 87%.
  • Também figuram entre as iniciativas mais populares a isenção da conta de luz para famílias de baixa renda (75%), o Bolsa Família (73%), o Gás do Povo (70%) e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil (69%).
  • Desde o ano passado, o titular do Planalto tem intensificado esforços para ampliar a base de apoio, especificamente entre os eleitores da classe média, um grupo considerado estratégico nas urnas.
  • A ampliação do MCMV para famílias de renda média, aprovada em abril de 2025, foi um deles. A modalidade é voltada para famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, que não se enquadram nas faixas de habitação popular.

Cenários Eleitorais

Enquanto a disputa em alguns estados segue embaralhada, no Rio Grande do Sul, o palanque para reeleição do presidente está definido. A chapa para governador será encabeçada pelo atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto (PT), enquanto o deputado e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social – Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PSol) disputarão o Senado.

A ex-parlamentar se filiou ao PSol para entrar na disputa. O senador Paulo Paim, de 75 anos, que atualmente ocupa uma das cadeiras do RS na Casa Alta, já anunciou que não pretende concorrer ao cargo novamente.

Em Alagoas, porém, o cenário é de acirrada disputa entre dois grupos políticos: um liderado pelo senador Renan Calheiros (MDB) e outro capitaneado pelo deputado federal Arthur Lira (PP). O grupo dos Calheiros aposta na candidatura do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), ao governo, com o apoio esperado do presidente Lula. O ex-governador deve enfrentar João Henrique Caldas (PL), prefeito de Maceió.

A disputa pelo Senado também movimenta os bastidores, já que Renan Calheiros, da base governista, vai tentar a reeleição, enquanto Lira mira uma das duas cadeiras na Casa Alta. Lula já sinalizou que vê com bons olhos um embate entre os dois na corrida eleitoral. Porém, outros nomes correm por fora e podem atrapalhar os planos dos rivais históricos.

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