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Como os EUA cortaram as luzes e deixaram a capital da Venezuela no escuro com técnica militar

Operação combinou surpresa, força aérea, domínio cibernético e fragilidade estrutural para facilitar captura de Maduro em Caracas

A operação militar dos Estados Unidos para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, incluiu uma ação incomum e estratégica: o apagão parcial de Caracas. A informação foi revelada pelo próprio presidente Donald Trump, que afirmou que as luzes da capital foram desligadas por meio de uma “certa expertise” americana, criando um cenário de escuridão durante a ofensiva.

Segundo Trump, a falta de energia contribuiu para o fator surpresa da missão. “Estava escuro”, disse ele, ao relatar que a operação foi conduzida em condições que favoreceram as forças dos EUA. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram helicópteros sobrevoando áreas com pouca iluminação, embora nem toda a cidade tenha ficado completamente às escuras.

Autoridades americanas confirmaram que a ação envolveu um amplo espectro de capacidades militares, com emprego coordenado de meios terrestres, aéreos, marítimos, espaciais e cibernéticos. No entanto, detalhes específicos sobre como o apagão foi provocado não foram oficialmente divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

Analistas ouvidos pelo site Business Insider afirmam que há diferentes hipóteses para explicar a interrupção no fornecimento de energia. A mais simples seria um ataque físico a subestações ou pontos-chave da rede elétrica. Outra possibilidade envolve o uso de operações cibernéticas voltadas à infraestrutura crítica venezuelana.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que o Comando Cibernético e o Comando Espacial deram suporte à operação. Segundo ele, diferentes “efeitos” foram sobrepostos para abrir caminho às forças especiais que executaram a captura de Maduro, garantindo surpresa total no momento inicial da ação.

Especialistas em cibersegurança destacam que não há confirmação pública de um ataque digital direto à rede elétrica. Ainda assim, avaliam que o uso do ciberespaço para provocar um apagão seria compatível com as capacidades conhecidas dos Estados Unidos e com a lógica da guerra moderna, que integra domínios físicos e digitais.

Além disso, a infraestrutura venezuelana é apontada como um fator decisivo. O país enfrenta há anos problemas crônicos em seu sistema elétrico, com equipamentos antigos, manutenção precária e sucessivos apagões mesmo sem interferência externa. Essa fragilidade tornaria mais fácil qualquer ação destinada a interromper o fornecimento de energia.

Durante a operação, mais de 150 aeronaves teriam sido mobilizadas, incluindo caças furtivos, bombardeiros, helicópteros e drones. Explosões foram registradas em diferentes pontos de Caracas, e autoridades venezuelanas alegaram que subestações elétricas foram severamente afetadas, embora não haja confirmação independente desses danos.

Analistas afirmam que, diante do tempo de preparação e do nível de acesso de inteligência, não teria sido difícil para os EUA planejar e executar o desligamento da energia. A estratégia, segundo eles, segue a lógica de “operações multidomínio”, nas quais ataques físicos e digitais são combinados para reduzir riscos e maximizar eficiência.

O episódio reforça uma tendência já observada em conflitos recentes, como na guerra da Ucrânia, em que ações cibernéticas e ataques convencionais atuam de forma integrada. Para especialistas, o apagão em Caracas ilustra como a escuridão, literal e estratégica, passou a ser mais uma ferramenta central na condução de operações militares contemporâneas.

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