Itaipu fecha 2025 com produção de 72,8 mi MWh, energia suficiente para abastecer o planeta por 1 dia
Hidrelétrica amplia a produção de energia renovável e reforça o papel da hidrelétrica na segurança energética do Brasil e Paraguai, com impacto direto no sistema elétrico regional.

A Itaipu Binacional encerrou o ano de 2025 com uma produção de energia histórica de 72.879.287 megawatts-hora (MWh), volume 8,63% superior ao registrado em 2024. A geração da hidrelétrica é suficiente, de forma simbólica, para abastecer todo o planeta por cerca de um dia inteiro, evidenciando a dimensão e a relevância do empreendimento para a segurança energética do Brasil e Paraguai.
Os dados oficiais confirmam o papel estratégico da usina no fornecimento de energia limpa, renovável e confiável para os dois países. Além de atender uma parcela expressiva do consumo nacional brasileiro e praticamente sustentar o sistema elétrico paraguaio, a produção de energia da usina reforça a estabilidade do sistema elétrico regional em um cenário de crescente demanda e maior participação de fontes intermitentes.
Produção de energia da Itaipu garante estabilidade ao sistema elétrico
A produção de energia alcançada pela Itaipu em 2025 teve impacto direto na segurança energética regional. Do total gerado ao longo do ano, 36% foram destinados ao Paraguai, volume suficiente para atender aproximadamente 87% de todo o consumo elétrico do país. Já o Brasil ficou com 64% da energia produzida, o que correspondeu a cerca de 7% de toda a eletricidade consumida nacionalmente em 2025.
Essa divisão evidencia o papel central da hidrelétrica no equilíbrio do fornecimento entre Brasil e Paraguai. Em um contexto de expansão econômica, crescimento populacional e aumento do consumo de eletricidade, a contribuição da Itaipu segue sendo decisiva para evitar riscos de escassez e garantir previsibilidade ao sistema elétrico.
Itaipu em números: comparativos reforçam sua dimensão
Os 72,879 milhões de MWh gerados em 2025 ajudam a dimensionar a magnitude da Itaipu. Esse volume seria suficiente para abastecer o Brasil por aproximadamente 40 dias, o Paraguai por quase três anos ou o estado de São Paulo, maior consumidor do país, por cerca de seis meses e dez dias. Também permitiria suprir simultaneamente 123 cidades do porte de Foz do Iguaçu.
No sistema elétrico brasileiro, a produção de energia da hidrelétrica respondeu por 11,6% de toda a energia hidráulica utilizada no país em 2025. Em comparação com outras grandes usinas, o suprimento da Itaipu foi 59% superior ao de Belo Monte, 78% maior que o da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, 2,75 vezes superior a Santo Antônio e 2,94 vezes maior que Jirau. Esses números reforçam a posição da Itaipu como uma das maiores e mais relevantes hidrelétricas do mundo.
Afluência elevada impulsiona a produção de energia em 2025
O desempenho histórico registrado pela Itaipu em 2025 está diretamente associado a uma afluência 8,57% maior em relação ao ano anterior. O maior volume de água disponível, aliado à crescente demanda dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio, permitiu que a usina operasse com elevado nível de eficiência ao longo do ano.
Esse cenário reforça a importância da gestão hídrica e da operação integrada da hidrelétrica, garantindo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais e a manutenção da segurança energética, mesmo diante das variações climáticas cada vez mais frequentes.
Itaipu, hidrelétrica estratégica na transição energética
Com a expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, a Itaipu passou a exercer um papel ainda mais relevante no sistema elétrico. A hidrelétrica tem sido cada vez mais acionada no fim da tarde e início da noite, quando a geração solar diminui rapidamente e o consumo de energia aumenta.
Graças à sua elevada disponibilidade e capacidade de resposta rápida, a Itaipu atua como uma espécie de “bateria natural”, compensando oscilações na geração de outras fontes e atendendo rampas de carga em curto espaço de tempo. Esse atributo operacional é fundamental para a segurança energética do Brasil e Paraguai, reduzindo riscos de instabilidade e apagões.



