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Caso Felca: entenda como hackers aliciavam jovens para estupro virtual

Criminosos se aproximavam das vítimas até conseguirem namorá-las virtualmente e, após isso, começavam chantagens e extorsões

Uma complexa e violenta organização criminosa digital, conhecida como “Country”, aterrorizou ao menos 400 vítimas em todo o país, utilizando táticas cruéis que incluem: aliciamento de menores, indução à automutilação e estupros virtuais.

Entre as vítimas, estão o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, e a psicóloga Ana Dornellas Chamati, com a qual o influenciador realizou entrevista sobre adultização de crianças na internet, tornando-os alvo da organização criminosa.

Investigações da Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação de Análise Digital (Noad), revelaram os métodos utilizados por líderes do grupo, como Cayo Lucas Rodrigues dos Santos – conhecido no submundo virtual como Lucifage e F4llen – e um adolescente de 17 anos, que também usava um codinome para coagir e explorar suas vítimas.

Ambos foram alvo de um operação, na qual foram flagrados no momento em que estavam logados, ilegalmente, em um sistema da Polícia Civil de Pernambuco, estado onde Cayo foi preso e o adolescente apreendido na segunda-feira, (25).

O grupo Country operava ativamente em plataformas, como Telegram e Discord, e foi monitorado pelo Noad desde o segundo semestre de 2024, no âmbito da Operação Nix.

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