Café dispara quase 40% em 2025 e pesa na mesa do brasileiro
Produto acumula alta de 38,4% no ano, enquanto arroz, feijão e ovos tiveram queda em julho, segundo levantamento da Neogrid

O café, item tradicional na rotina do brasileiro, segue sendo um dos principais vilões do bolso do consumidor. De acordo com o levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, o preço do café em pó e em grãos acumulou alta de 38,4% entre dezembro de 2024 e julho de 2025, passando de R$ 53,90 para R$ 74,14.
O aumento expressivo tem impacto direto na cesta de consumo, elevando o custo do café consumido diariamente em lares de todas as regiões do país.
O levantamento mostra que, enquanto o café dispara, outros produtos de alto consumo tiveram reajustes mais modestos. Margarina, creme dental, leite em pó e pão, por exemplo, registraram altas acumuladas entre 1,2% e 4,4% no mesmo período.
Segundo o estudo, em julho, o café em pó e em grãos avançou 2,5% no Centro-Oeste, região que concentrou algumas das maiores altas do mês, como o frango (+4,8%) e o desinfetante (+4,4%).
No mercado, o preço do café é influenciado por diversos fatores, como condições climáticas adversas em países produtores, câmbio e custos de transporte.
Arroz, feijão e ovos recuam
Enquanto o café subiu, os preços de itens básicos da cesta de consumo do brasileiro, como arroz, feijão e ovos, recuaram em julho e trouxeram algum alívio ao orçamento das famílias.
Os legumes registraram a maior queda no mês, com recuo de 11,2%, passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho.
Os ovos, que vinham em alta nos meses anteriores, ficaram 8,2% mais baratos. Já o arroz caiu 4,9% (de R$ 5,40 para R$ 5,14) e o feijão 3% (de R$ 6,61 para R$ 6,41).
As variações de julho também mostraram diferenças regionais. No Sudeste, por exemplo, os legumes caíram 12,9% e os ovos 5,4%, enquanto no Nordeste o arroz recuou 4,9% e o feijão 3,3%.
No Sul, a farinha de mandioca subiu 11,9%, mas os legumes caíram 14,6%. O Centro-Oeste marcou alta de 5,4% no creme dental e queda de 8,6% nos ovos. Já no Norte, a carne suína subiu 4,4%, mas os ovos tiveram forte retração de 31,4%.