Polícia

Empilhadeira é içada do rio Amazonas, mas operador da máquina não é localizado

Renan da Silva, de 30 anos, não estava preso à empilhadeira retirada do fundo do rio Amazonas na manhã desta quinta-feira (18). Ele segue como desaparecido

Elden Carlos / Editor

Foi içada na manhã desta quinta-feira (18) a empilhadeira que caiu na tarde de terça-feira (16) de uma balsa no porto da Companhia Docas de Santana, e que era operada por Renan da Silva Lobato, de 30 anos. A vítima não foi localizada no equipamento içado. De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Greicy Kelly, que concedeu entrevista à Rádio Equinócio 99,1 FM, o trabalho da equipe de mergulho foi concluído, mas a operação entra em uma nova fase.

“Ao realizar o içamento da máquina, se constatou que o operador da empilhadeira (Renan) não estava preso ao veículo pelo cinto de segurança. Com isso, encerramos os trabalhos da equipe de mergulho e iniciamos uma nova fase. Agora, as equipes de busca superficial serão ativadas para mapear e percorrer o rio Amazonas e seus afluentes. É importante frisar que o trabalhador segue com a classificação de desaparecido”, explicou a capitã.

  • Entenda o caso

O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), em conjunto com a Marinha do Brasil e Guarda Portuária da Companhia Docas de Santana (CDSA), iniciou na tarde de terça-feira (16) a operação de busca e resgate do operador de empilhadeira Renan da Silva Lobato, de 30 anos, que desapareceu naquele dia depois que o equipamento que ele operava no porto da Companhia caiu dentro do rio Amazonas. Ele manobrava a empilhadeira em cima de uma balsa. A máquina pesa cerca de quatro toneladas.

Renan, seguindo as normas de segurança da empresa e do porto, trabalhava com o cinto de segurança afivelado. Após o registro do desaparecimento, as equipes de resgate iniciaram os trabalhos para tentar localizar o veículo. Utilizando um sonar, a Marinha localizou a empilhadeira à uma profundidade aproximada de 32 metros.

Na manhã de quarta-feira (17), o comandante da Capitania dos Portos no Amapá, capitão de Fragata João Batista da Conceição Reis, disse que o equipamento foi localizado pela equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, e que as condições no leito do rio não permitiram confirmar se a vítima estava presa à cabine. Uma corda-guia de segurança foi amarrada à empilhadeira. Após três dias de operação, e com a amarração necessária feita por cabos de aço, a máquina foi finalmente içada.

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