Buscas por operador de empilhadeira entra no 3º dia no porto da CDSA
Trabalhos foram suspensos no final da tarde de quarta-feira (17). Operação de resgate foi reiniciada na manhã desta quinta-feira (18)

Elden Carlos / Editor
O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), em conjunto com a Marinha do Brasil e Guarda Portuária da Companhia Docas de Santana (CDSA), retoma na manhã desta quinta-feira (18) a operação de busca e resgate do operador de empilhadeira Renan da Silva Lobato, de 30 anos, que desapareceu na tarde de terça-feira (16) depois que o equipamento que ele operava no porto da Companhia caiu dentro do rio Amazonas. Ele manobrava a empilhadeira – que pesa cerca de 4 toneladas – em cima de uma balsa.


Renan, seguindo as normas de segurança da empresa e do porto, trabalhava com o cinto de segurança afivelado. Após o registro do desaparecimento, as equipes de resgate iniciaram os trabalhos para tentar localizar o veículo.
Uma equipe formada por dez mergulhadores do Corpo de Bombeiros realizou na quarta-feira (17), de forma intercalada, várias descidas ao longo do dia para tentar fazer as amarras necessárias para içar o equipamento, mas as condições de mergulho dificultaram o trabalho.
Segundo o comandante da corporação, coronel Alexandre Veríssimo, com a maré alta o registro de profundidade no local chega a cerca de 39 metros, que é considerada a linha máxima de atuação dos mergulhadores.
“Eles (mergulhadores) têm apenas cinco minutos de mergulho nessas condições. Chegamos à profundidade de 39 metros com a maré alta no local, o que é a borda de segurança. Isso implica em um risco ainda maior para a equipe, e por isso atuamos com cautela a cada descida. Então, temos de aguardar a descida da maré para poder trabalhar com mais segurança”, disse o coronel.
No final da tarde a operação foi suspensa e os trabalhos foram retomados na manhã desta quinta-feira.



