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PF revela que menores indígenas eram aliciadas para o mercado sexual em Oiapoque

Investigados na operação ‘Arapuca’, além do favorecimento à prostituição infantil de indígenas, atuavam com o tráfico de drogas e tráfico de pessoas em Oiapoque

Elden Carlos / Editor

A Polícia Federal (PF) cumpriu na sexta-feira (22), em Oiapoque, três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva durante a operação ‘Arapuca’, que investiga um esquema envolvendo o tráfico de drogas, tráfico de pessoas, associação para o tráfico e favorecimento à prostituição.

Segundo a PF, as investigações iniciaram a partir de diversas denúncias de que um dos investigados estaria aliciando adolescentes indígenas para exploração sexual. Esse alvo da operação ainda teria mantido, em cárcere privado, dentro de um hotel de Oiapoque, outra mulher indígena, maior de idade, que recebeu várias ameaças do suspeito.

A polícia ainda descreve que o aliciador mantinha relações sexuais com as supostas vítimas, e que após isso ele as negociava junto a pescadores da região, promovendo o mercado criminoso sexual envolvendo menores de idade.

Outros dois investigados ainda atuavam com o tráfico de drogas em Oiapoque. Eles ameaçavam moradores que resolvessem denunciá-los. Diante de todas as provas obtidas a Polícia Federal requereu as ordens judiciais que foram cumpridas na sexta-feira. Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, tráfico de pessoas, associação para o tráfico e favorecimento à prostituição. Em caso de condenação, poderão pegar pena de mais de 28 anos de prisão, além do pagamento de multa.

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