“Operação Shamar”: Ação alcança mulheres com conscientização para o combate ao feminicídio e violência doméstica

Em 12 dias de atuação, a Operação Shamar já alcançou mais de mil mulheres amapaenses com ações de conscientização para o combate ao feminicídio e à violência doméstica, com medidas educativas e preventivas em todo o estado. A ação do Governo do Amapá, que integra a iniciativa nacional do Ministério da Justiça, segue até o dia 15 de setembro.

A primeira etapa da operação já alcançou a capital e os municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari.
De acordo com a delegada Marina Guimarães, titular da Delegacia de Crimes Contra Mulher (DCCM) de Macapá e coordenadora estadual da Operação Shamar, as palestras educativas são essenciais dentro do processo de enfrentamento à violência doméstica.

“Nos encontros, conseguimos reunir muitas mulheres para falar sobre a violência doméstica. É importante que cada mulher saia das palestras entendendo sobre o ciclo da violência, sobre a importância de denunciar e, com a certeza, de que as forças de segurança pública estão de prontidão para responsabilizar criminalmente o agressor, e fazer o seu acolhimento, através da Rede de Atendimento à Mulher no estado”, enfatizou a delegada.
Uma das mulheres que participou das palestras em Pedra Branca do Amapari é a professora Natália Picanço. Ela atua no Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Amapá (Ifap) e é coordenadora de um projeto na instituição denominado “Empodera Mulher”.
Natália conta que, mesmo tendo esse conhecimento, foi uma vítima da violência doméstica, porém não se calou diante da situação. Ela relatou durante que se considera uma sobrevivente e pede para que as mulheres não se calem, não permitam que o ciclo da violência continue.
“Sou uma sobrevivente. Há 23 dias, a minha vida correu sério risco nas mãos de um agressor. Meu único pensamento foi pegar o telefone e pedir ajuda. Agradeço as polícias Civil e Militar que não demoraram para chegar onde eu estava. Mulheres, não se calem, não sejam coniventes com a violência. Tentaram contra a minha vida quatro vezes, mas eu continuo aqui, vou continuar denunciando homens que não sabem amar, que não sabem respeitar”, disse a professora.



